Modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais. O interesse na teoria das cordas é dirigido pela grande esperança de que ela possa vir a ser uma teoria de tudo.

25 agosto 2011

a pronta-entrega

eu queria te dizer um coisa. eu queria te dizer mil coisas. eu queria tantas coisas. eu queria não reclamar tanto e mais que isso, eu queria não ter motivos para reclamar. porq q nada tá bom né? porq eu quero mais. eu quero tudo. eu quero o máximo que eu sei que a gente sabe ser e eu quero ser feliz como quando a gente é a gente e eu quero ser feliz assim o tempo todo. eu queria te dizer mil eu te amos sem aquele 'quê' de coisa antiga e queria te abraçar mil vezes por dia, porque desde o primeiro dia o seu abraço me cura de qualquer coisa ruim do mundo. e eu não quero as coisas ruins do mundo. eu não quero o trabalho, eu não quero o compromisso, eu não quero a falta de tempo. eu não quero a indecisão e eu não quero a nao-vontade. o que aconteceu com toda aquela vontade? eu queria saber se é normal, se é pra sempre esse normal, se é pior. Eu quero o amor, a paixão, o olhar e as promessas, palavras, certezas. eu quero mais disso e daquilo e principalmente eu quero mais você. eu quero mais a gente. porq eu sei que a gente ainda é a única coisa q faz sentido no fim do dia. ahh, eu dava tudo e qualquer coisa pra te ter no fim do dia. eu queria te dizer que eu sinto a sua falta. e mais que isso, eu sinto que falta a gente em mim. talvez vc também se sinta assim. talvez vc saiba que a única coisa que eu quero e a combinação você e feliz no café, almoço e janta. talvez vc n saiba. talvez vc n queira pensar nisso ou talvez vc me conheceu tanto que não tem mais graça me conhecer mais. talvez a gente tenha brigado muito. talvez até demais. mas também talvez agora acabe e talvez seja a hora de ser feliz de verdade. não aquele feliz que passa com o primeiro gostinho de mundo real, mas aquele feliz que fazia a gente esquecer do mundo real e andar sorrindo, lembra? to querendo um pouco disso. vc tem ai? entrega em casa?

26 setembro 2010

Caixa de lembranças

Ahh como eu odeio aquela caixa. Cheia de te amos e beijos e saudades. Me faz lembrar de todas aquelas pessoas e de todos aqueles amores que hoje vivem só dentro da minha caixa. Dentro das minhas lembranças. Dentro de algumas coisas que eu gostaria de ter feito diferente ou melhor. Cheia de todas aquelas coisas que eu sentia e que hoje o mundo me diz que não existe. Foi tudo brincadeira de uma adolescente, que só eu me lembro. Mas me fez tão feliz, que me dá vontade de viajar no tempo só para olhar. Só para dar palpite e consertar as coisas que me assombram quando eu a abro. Que me faz pensar no quanto eu não sou mais a mesma pessoa. Aquela que fazia amizades e achava que era para sempre. Que amava e que contava segredos. Me faz pensar que pessoa sou eu hoje. Que lembranças? Que amigos? Que dores? E quem sabe? Hoje eu sou só adulta e vejo tudo que eu era dentro de uma caixa de cartas antigas. Vidas antigas. Quase manchadas, quase igual as cartas. Hoje eu não conto segredos. Não faço amizades para sempre. Não escrevo mais cartas. Talvez assim eu não me arrependa mais. Mas talvez assim eu não seja feliz também.

24 julho 2010

Um balão de pensamento

Por que eu penso demais, vc perguntou? Porque eu não consigo calcular todos os desastres que aconteceriam no universo se eu falasse a verdade agora. Se ao invéz de só pensar no que eu poderia falar ou fazer, eu realmente falasse ou fizesse. Porque eu não consigo te dizer o que eu senti em um desses mil dias que eu senti essas coisas. Que eu não senti você. Porque eu não sei dizer em qual universo todos os desastres aconteceriam. E se fosse o meu? E se fosse o seu? Não. Se fosse o seu, eu não ia me perdoar, mas se fosse o meu.. Se fosse o meu universo que caisse sem você, o que ia restar de mim então? O que é o meu universo sem o seu? Porque e se eu falasse e a vida continuasse como se eu não tivesse falado nada? E se a vida continuasse como se eu tivesse? Eu penso demais porque eu não sou mais a mesma pessoa. Mas eu penso mais ainda, porque você não é. Porque eu não sei quem você é. Porque eu tenho medo de descobrir se eu falar. Porque eu tenho medo de te afastar se eu falar. De me afastar. E eu não posso falar. Por isso eu penso demais.

29 maio 2010

Num domingo

E foi como tirar um espinho do pé. Um nó da garganta. Um mundo dos ombros. Foi como abraçar você pelas palavras que você escreveu. E depois de todo esse tempo, foi como encontrar um pouco da pessoa que fui, que eu achei que só existia em palavras e fotos antigas, em você. Por um momento eu fui aquela pessoa que eu ficou perdida entre quilômetros e vidas, e tudo se encaixou. Era uma virgula em uma história que não teve parágrafo inicial. Que não teve nada de simples, fácil, pouco. Foi sempre tudo muito. E naquela hora, foi mais ainda. Foi mais sorriso, foi mais ar, foi mais coração. Foi um pouco mais de aline pra dentro de mim e me fez sonhar um pouco mais. Foi tanto que parecia ser carregado na minha corrente sanguinea. Parecia me irrigar da cabeça aos pés e era demais pra caber em mim. Me fez querer de volta as coisas bonitas que eu deixei passar no meio das semanas ocupadas e dos problemas de gente grande. Mas essas são as que menos voltam. Como o final de uma música, acabaram também as suas palavras. Tão subtamente quanto começaram, e na mesma rapidez. E o silêncio de teclados foi tão pesado que conseguiu arrastar não só eu mas todo o meu mundo de volta para a realidade. E assim, eu lembrei que estava longe. Longe de ser ou de ter sido a pessoa que eu queria. Longe de achar o suficiente. Longe de pensar que isso um dia vai passar. Essas coisas não passam. Me assombram ou me fazem rir, todo minuto daquelas horas. Toda hora daqueles dias. Todo dia daqueles anos. Como fantasmas ou saudades. E só pode ser um desses.

02 setembro 2009

As cores

Ai, a pressão desse quadro em branco. Um dia foi tão fácil escrever palavras tão difíceis aqui, e hoje, todas as coisas que inundam minha cabeça todas as horas de todos os dias de todos esses meses, não vêm. Mas é só porque isso aqui é tudo muito branco pra mim, e você é todas as cores. Todas as coisas. É aquilo que me aperta na parte certa daquela musica e é o pulo que meu coração dá quando ouço dedos num violão ou violão numa certa música, ou uma certa música de um certo tempo. É a vontade desesperada de um minuto para o outro de não se afastar mais que alguns centímetros, de voltar correndo quando me afasto. É todas as estrelas que eu vejo pela minha janela e é todas as músicas que eu canto. É todas as coisas que eu peço e que espero e que amo. É tudo aquilo que me trouxe de volta pra casa e que me traz para dentro de mim mesma todos os dias. É só tudo que eu vejo, tudo em que tropeço, tudo que procuro quando não sei nem que estou procurando alguma coisa. É tudo que eu leio, que eu bebo, que eu durmo. Tudo que segura as milhões de partes, as milhões de mim mesma, todas juntas, ao contrário de quando você me achou. Eu sei que eu falo que não, mas foi você quem me achou, porque antes de você, eu já tinha parado de procurar. Antes de você, isso aqui era só um quadro branco. Agora é a vontade mais vermelha de te dizer que é todas as coisas. Você é todas as cores.

02 fevereiro 2009

Desculpas

Dessa vez eu acho que fui eu, não eles. Eu que perdi um pouquinho do que eu era para ser um pouquinho mais de alguém que não presta mais atenção no dia lá fora. Nas pessoas aqui dentro. Dessa vez fui eu quem fechei a minha janela de madeira vermelha, e vivi só das frestas de sol que entraram durante esse tempo todo. Mas agora que eu sei disso, nada mudou. Porque nada mais muda assim. Dessa vez a culpa é minha e de mais ninguém. Culpa do meu coração, que se deixou trancar por uma coisa dessas. Que acabou trancando todo mundo pra fora. E da minha cabeça, que acaba enxergando apenas as nuvens nos céus de janeiro, fevereiro, março. Sem ficar realmente feliz com o sol que fica ali durante um minuto ou dois dias. Me desculpa. Me desculpa por te pôr pra fora. Me desculpa pelo excesso de virgulas e pontos na minha vida. Me desculpa pela falta de 'me importos'. Porque eu me importo sim. Me importo com a cor da parede ou com o cheiro de bolo. Com o tempo perdido, com as músicas novas, com o meu chinelo branco. Me importo com as palavras e com a falta delas. Principalmente com a falta delas. Acontece que a minha janela ficou muito tempo fechada, e agora emperra pra abrir. Mas tudo vai passar. Eu não tenho mais que tentar abrir sozinha.

25 janeiro 2009

Carteira de motorista

de novo estou pedindo muito? de novo eu esperei muito? quem sou eu, se não a pessoa que não enxerga direito, para duvidar de vc? mas dessa vez eu acho que vc errou. eu quero que sim. eu quero tanto, que pego o telefone e não disco. querendo provar que é tudo perfeito como eu vejo, mas com medo de vc ter acertado. com medo de mostrar meu lado egoísta e psicopata que sempre assusta todo mundo. tenho medo de depois ter que voltar correndo pra vc, como se nada mais importasse além de chorar. e ficar olhando para o telefone tras todos os medo que eu sei que sempre estiveram aqui, como numa enchurrada: medo de sofrer, medo de doer, medo de não saber, medo de saber de mais. medo de me fechar de novo para as coisas que me tiram do meu mar de medos. coisas como as que ele fala para mim. coisas que você não vê. quando percebo, eu coloquei o telefone de volta no gancho, sem olhar de verdade pra nada, sem ligar de verdade pra nada. e assim, vc, e não ele, acaba me enchendo de um milhão de medos que não encaixam nessa vida. mas talvez eu nunca vá saber. se vc não me deixar.

11 janeiro 2009

Rotina

Quando eu penso que as palavras acabaram, eu deito na cama e me vem mais mil coisas que eu queria ter dito. Me vem um remorso de não ter sido mais romântica ou ter mais paciência com você, por causa de coisas que aconteceram ou do meu dia estressante. Quando eu deito a cabeça no travesseiro, me vem aquela vontade de te abraçar apertado ou de ter você falando perto de mim. E eu fico me perguntando como que eu consegui me concentrar em qualquer coisa durante o dia que não fosse isso, ou um momento imaginário em que eu desço do ônibus e você ta me esperando pra me levar pra sua casa. Como eu consegui passar um mês andando, comendo, rindo quase normal, sabendo que ainda demoraria um mês, duas semanas, 3 dias, pra isso acontecer? E não me vem nenhuma resposta. Eu simplesmente fecho os olhos bem forte, aumento a música do mp4, e faço um esforço sobre-humano pra sair da realidade e ir parar do seu lado no meu sonho. No nosso. Pra depois acordar lá pelas 5 da manhã só pra ter certeza que você também estava com a mesma ‘falta de sono’.

12 dezembro 2008

quilômetragem

Eu não sei explicar o que é vc na minha vida agora também. Eu não consigo entender como a minha cabeça insiste em voar quilômetros e como meu coração insiste em apertar toneladas. Eu não sei de onde vem toda a graça nem a falta de fôlego e eu definitivamente não entendo de onde veio esse 'coraçãozinho' de plastico roxo que anda no meu pescoço e que parece até que tem vida quando eu não tenho. Que dá um play nos filmes da minha cabeça e nas lagrimas. Eu não sei o que é que dói tanto. Eu sei que distancia dói. Que saudade dói. Que lembrar dói. Mas tem mais alguma coisa. Uma coisa que dói diferente. Que machuca e ao mesmo tempo assopra. Que parece me abraçar apertado. Igual aquele vento. Igual aquela blusa de frio. Igual a você. E minha cabeça, tão adulta e desacostumada a acreditar nas coisas que existem sem motivos, fica procurando o por quê de tudo isso. Fica viajando quilômetros. Fica apertando corações. Fica me abraçando, me lembrando, me fazendo sentir tudo isso como se estivesse tudo aqui. aqui. mas minha cabeça não sabe de nada. de mais nada. mas meu coração sabe. ele sabe que, na verdade tá tudo ai; até ele.

29 novembro 2008

Passou pela minha cabeça

Cada dia que passa eu me perco mais tentando explicar o dia anterior. Cada hora que passa eu penso que sou louca por mais uma vez falar tudo que eu acho mas ao mesmo tempo penso que eu devo ter muita sorte, porque ele realmente escuta. E dias e horas e sorrisos bobos patrocinados por musicas e lembraças passam pela minha cabeça e pelo meu rosto e até deixam as pessoas que passam por mim na rua se perguntando 'por que essa menina tá sorrindo? que é que tem tanta graça?'. Se eu pudesse responder, eu diria que estar certa da pessoa toda errada tem graça. Eu diria que show de rock tem graça. E diria que ler mente, halls de morango, manias, preto com branco, tudo isso tem graça. Tudo isso faz eu me perder mais e mais no dia anterior, nas horas que virão e no jeito de menina que eu agora tenho quando ando pela rua. Ou pela minha cabeça.