Modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais. O interesse na teoria das cordas é dirigido pela grande esperança de que ela possa vir a ser uma teoria de tudo.
12 dezembro 2008
quilômetragem
Eu não sei explicar o que é vc na minha vida agora também. Eu não consigo entender como a minha cabeça insiste em voar quilômetros e como meu coração insiste em apertar toneladas. Eu não sei de onde vem toda a graça nem a falta de fôlego e eu definitivamente não entendo de onde veio esse 'coraçãozinho' de plastico roxo que anda no meu pescoço e que parece até que tem vida quando eu não tenho. Que dá um play nos filmes da minha cabeça e nas lagrimas. Eu não sei o que é que dói tanto. Eu sei que distancia dói. Que saudade dói. Que lembrar dói. Mas tem mais alguma coisa. Uma coisa que dói diferente. Que machuca e ao mesmo tempo assopra. Que parece me abraçar apertado. Igual aquele vento. Igual aquela blusa de frio. Igual a você. E minha cabeça, tão adulta e desacostumada a acreditar nas coisas que existem sem motivos, fica procurando o por quê de tudo isso. Fica viajando quilômetros. Fica apertando corações. Fica me abraçando, me lembrando, me fazendo sentir tudo isso como se estivesse tudo aqui. aqui. mas minha cabeça não sabe de nada. de mais nada. mas meu coração sabe. ele sabe que, na verdade tá tudo ai; até ele.
29 novembro 2008
Passou pela minha cabeça
Cada dia que passa eu me perco mais tentando explicar o dia anterior. Cada hora que passa eu penso que sou louca por mais uma vez falar tudo que eu acho mas ao mesmo tempo penso que eu devo ter muita sorte, porque ele realmente escuta. E dias e horas e sorrisos bobos patrocinados por musicas e lembraças passam pela minha cabeça e pelo meu rosto e até deixam as pessoas que passam por mim na rua se perguntando 'por que essa menina tá sorrindo? que é que tem tanta graça?'. Se eu pudesse responder, eu diria que estar certa da pessoa toda errada tem graça. Eu diria que show de rock tem graça. E diria que ler mente, halls de morango, manias, preto com branco, tudo isso tem graça. Tudo isso faz eu me perder mais e mais no dia anterior, nas horas que virão e no jeito de menina que eu agora tenho quando ando pela rua. Ou pela minha cabeça.
18 novembro 2008
Vento
Há meses que eu não paro de pensar em você. Ahan, meses. Desde o seu depoimento, que eu queria responder na hora mas achei que ia ficar muito clichê e que você ia achar que eu estava respondendo por obrigação. Mas que bobagem a minha.
Vezes de perder a conta, eu me peguei parada ai, do seu lado. Só tentando pensar no que você estava pensando ou no que você me diria se te contasse os desabafos ou as futilidades e como eu gosto de ler o seu nome. Com o A mais puxado. E como eu gosto e agradeço e fico com aquele sorriso bobo quando penso na sorte de, dentre todos os blogs, eu ter ido parar justamente no seu. Justo nas palavras dessa pessoa psicótica-obsessiva que sabe como arrancar meu olhar mais bobo e meu sorriso mais demorado e nem sabe como eles são. Tudo bem, eu também não sei como são as suas reações e as sua manias. Eu não sei como você anda e não sei se você estala os dedos quando está nervoso, mas eu sei que você me abraça forte todas as vezes que escreve pra mim e eu sei que você enxerga coisas que as outras pessoas não vêem. Em mim, em você, no mundo. Na chuva, no caos, nas possibilidades. Eu sei também que meu coração aperta de vontade de correr pro rio de janeiro só de ouvir o seu nome ou as palavras 25¢ e felicidade muito próximas uma da outra. Só pra ver como você anda. Só pra saber se você rói unha ou se fala sozinho. Só pra saber um pouco mais dessa pessoa que eu já conheço bem e pra matar a saudade de alguma coisa que eu nunca vi. Igual o vento. Só sei que existe.
Vezes de perder a conta, eu me peguei parada ai, do seu lado. Só tentando pensar no que você estava pensando ou no que você me diria se te contasse os desabafos ou as futilidades e como eu gosto de ler o seu nome. Com o A mais puxado. E como eu gosto e agradeço e fico com aquele sorriso bobo quando penso na sorte de, dentre todos os blogs, eu ter ido parar justamente no seu. Justo nas palavras dessa pessoa psicótica-obsessiva que sabe como arrancar meu olhar mais bobo e meu sorriso mais demorado e nem sabe como eles são. Tudo bem, eu também não sei como são as suas reações e as sua manias. Eu não sei como você anda e não sei se você estala os dedos quando está nervoso, mas eu sei que você me abraça forte todas as vezes que escreve pra mim e eu sei que você enxerga coisas que as outras pessoas não vêem. Em mim, em você, no mundo. Na chuva, no caos, nas possibilidades. Eu sei também que meu coração aperta de vontade de correr pro rio de janeiro só de ouvir o seu nome ou as palavras 25¢ e felicidade muito próximas uma da outra. Só pra ver como você anda. Só pra saber se você rói unha ou se fala sozinho. Só pra saber um pouco mais dessa pessoa que eu já conheço bem e pra matar a saudade de alguma coisa que eu nunca vi. Igual o vento. Só sei que existe.
10 novembro 2008
frankeinstein
oi, você está ai? é você mesmo, que me fez ficar desse jeito. se você estiver, não me responda. não escreva nada, não comente nada de volta. só fique ai onde você está agora. longe de mim. longe de tudo que eu gostei de verdade um dia. porque esse dia faz tanto tempo. faz tanto tempo que hoje eu já não lembro mais do que eu gostei de verdade. hoje eu não sei nem se eu ainda gosto de verdade. sim, senhor cientista, seu frankeinstein tá vivo, tá bem e tá seguindo. tá segindo a vida dele trancado no próprio coração, ocupando todo o espaço que existia sobrando. que existia amando. não não, não existe mais isso por aqui. por aqui agora existe alguem que não dói em si, dói nos outros. alguém que queria e deveria ficar triste com isso mas não consegue mais. por quanto tempo será? quanto tempo até o coraçãozinho de monstro dela explodir? quanto tempo até ela voltar a ser alguém que sente? é o que todos andam se perguntando. é o que ninguém tem coragem de perguntar a ela. ah, vôce quer perguntar uma coisa? se tá tudo bem? tá tudo ótimo. porque o espaço de dor no coração foi substituido por um monte de bobagens, assim como o espaço de amor. quando um esvasiar o outro esvasia também, mas ela me disse que já não quer mais isso. pelo menos até o coraçãozinho de monstro dela explodir de novo.
01 novembro 2008
o que dói
O que antes era banal,hoje me preocupa.O maior perigo da vidaé "crescer",entre aspas e no sentindo pejorativo pra deixar clara a minha intenção de destacar eles como aquilo que destrói.
Os olhos críticos de um adulto,o que eles dizem sobre encarar a vida com astúcia e vontade,é só balela,não passa de um discurso fajuto e moldado,e isso dói.
Sinto-me completamente inútil e vazia. O mundo real que me fez esquecer das palavras soltas,do alívio em estar aqui,só,contemplando o meu "eu" real,hoje,basta.
São apenas pessoas,que mais se parecem com marionetes disfarçadas.Vejo neles seres imaginários,invisíveis,irreáis,e isso dói. A todo tempo eles estão sorrindo,e rindo,porque?Se por dentro eles tem desejos,são infames,e muitos caem no abismo da solidão?
Quando penso neles,lembro-me que nesse desperdício de interesses,nesse jogo enfadonho,eu fui,eu sou um parasita,um ser estranho,e o pior,como eles,e isso me dá nojo.
A competitividade é destruitiva,incomoda, é necessária,mas eles acham legal,e isso atrapalha.São falsos e buscam apenas o interesse individual,próprio,e pra eles,isso não basta.
Eles querem mais,muito mais,querem e esquecem do inusitado,do mais simples,esquece dos amores reais,esquecem do sorriso,esquecem do olhar,esquecem de contemplar,esquecem das janelas (intertextualidade),eles regridem,e não crescem(no sentido que deveria ser de fato), e isso dói.
-
Eu generalizei apenas por uma questão de incômodo com tanta merda que eu ando vendo por aí. E isso me fez voltar pra escrever.Até porque a Line viajou temporariamente.
E aproveitando ; Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiine,você é linda! (só pra não perder o costume). haha :)
Parabéns pelos 19 ontem amiga. :*
te amo
Os olhos críticos de um adulto,o que eles dizem sobre encarar a vida com astúcia e vontade,é só balela,não passa de um discurso fajuto e moldado,e isso dói.
Sinto-me completamente inútil e vazia. O mundo real que me fez esquecer das palavras soltas,do alívio em estar aqui,só,contemplando o meu "eu" real,hoje,basta.
São apenas pessoas,que mais se parecem com marionetes disfarçadas.Vejo neles seres imaginários,invisíveis,irreáis,e isso dói. A todo tempo eles estão sorrindo,e rindo,porque?Se por dentro eles tem desejos,são infames,e muitos caem no abismo da solidão?
Quando penso neles,lembro-me que nesse desperdício de interesses,nesse jogo enfadonho,eu fui,eu sou um parasita,um ser estranho,e o pior,como eles,e isso me dá nojo.
A competitividade é destruitiva,incomoda, é necessária,mas eles acham legal,e isso atrapalha.São falsos e buscam apenas o interesse individual,próprio,e pra eles,isso não basta.
Eles querem mais,muito mais,querem e esquecem do inusitado,do mais simples,esquece dos amores reais,esquecem do sorriso,esquecem do olhar,esquecem de contemplar,esquecem das janelas (intertextualidade),eles regridem,e não crescem(no sentido que deveria ser de fato), e isso dói.
-
Eu generalizei apenas por uma questão de incômodo com tanta merda que eu ando vendo por aí. E isso me fez voltar pra escrever.Até porque a Line viajou temporariamente.
E aproveitando ; Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiine,você é linda! (só pra não perder o costume). haha :)
Parabéns pelos 19 ontem amiga. :*
te amo
24 outubro 2008
hipocondria
parece um mural. um album velho de fotografias, que vem para me tirar aquelas últimas lágrimas que meus olhos insistem em segurar. parece uma viagem no tempo com direito a poses, horrores, lugares, amores e aquela nostalgia que eu tanto lí nas aulas de literatura. e vem trazendo, um por um, os momentos que as vezes eu nem quero lembrar. as pessoas que eu por pouco não esqueci. as músicas, os olhos, as horas, vem todos me apertanto tão forte que chegam a me espremer de dentro de mim, fazendo dois eu: aquele completamente embriagado em lembranças de coisas, pessoas, lugares, que não voltam, e outro olhando e rindo da imbecilidade da menina vírgula, por não conseguir esquecer. por ter medo do futuro e daquele tal caminho que descolorirá e por ela não saber de que cor pintá-lo depois. medo seguido de vontade de dar meia volta e de ter de volta todo aquele passado estampado nas fotos e tudo que ela queria ter dito e não disse, tudo que queria ter feito e não fez. ou as coisas que fez e disse também, não importa, ela só não quer olhar pra frente e ver o abismo que espera cada uma das pessoas que não sabem o que querem. que não querem uma rotina comum, um trabalho comum, uma vida comum. que querem aquilo que não sabem. que abrem a geladeira sem motivo. que mudam de idéia. que cometem erros. que não gostam de cardápios. só não quer olhar para eles. assim, ela volto para o que já passou. parece um mural. um album velho de fotografias, que vem para me lembrar que eu não sei o que vai vir e o quanto isso me assusta. e o quanto o fato de isso me assustar não muda nada e não é imporante para ninguém. então por que estou falando tudo isso? a curto prazo, para eu voltar aqui e não me esquecer o tamanho do meu medo. a longo prazo para eu voltar aqui e não me esquecer o tamanho do meu medo. medo de crescer, medo de chorar. medo de viver, medo de voar.
19 outubro 2008
algumas coisas para se querer em tardes de sabado
eu queria o jeito que vc entorta a boca e que me olha. não queria as despedidas. eu queria que vc usasse seu all star preto e queria pular em cima de vc. eu não queria ter que escolher lugares e sabores de pizzas. eu queria ouvir essa musica até saber os acordes e queria te contar tudo que acontece de engraçado e queria te deixar sem graça. eu queria passar a madrugada acordada e queria sempre ter assunto, mas não queria sempre ter assunto pra poder sorrir do nosso silencio sem graça. eu queria que vc me acordasse e que vc me contasse tudo que vc acha demais para contar. queria levar vc pra comprar um carrinho de controle remoto e bata frita e um livro. daquels bons. que fazem vc sentar na livraria pra ler um capitulo todo. que fazem vc sentar e escrever um capitulo todo sobre uma pessoa que, entre duas coisa que eu quero que ela faça, faz uma coisa que eu não quero. eu quero o jeito que vc é masoquista e o jeito que vc tenta me pôr juízo mas foge dele comigo. eu quero a vista da sua janela e só dessa vez. eu não quero a sua preocupação atoa nem todos os seus pedidos de desculpa (só alguns). eu quero todas as vezes que vc fala que eu fico fofa e todas as vezes que vc me empurra quando eu não estou preparada e todas as vezes que a gente cai na risada e todas as pontes. depois de querer tudo isso, eu me espanto por querer tanto. por exigir tanto. por esperar tanto. mas depois de esperar tanto, será que não é minha vez de querer? eu queria que o céu pudesse ser azul, mas eu não ligo. sem vc, é só perda de tempo.
14 outubro 2008
menina-moça
Essas palavras são para ela e se alguém não quiser ler, tudo bem, basta saber que ela tem sido minha melhor amiga à 15 anos.
Foram 15 anos abusando de palavras, 3 ou 4 só aqui para ser mais especifica, e agora eu me arrependo de não ter guardado algumas palavras para hoje. Mas talvez tenha sido esse abuso de palavras, sentimentos, cumplicidade, desabafos, cócegas, brigas, crises de riso, abraços, discussões que terminaram em risadas, tentativas de te entender, te explicar, carinho e (difícil de se acreditar) amor, que fizeram dela minha melhor amiga. E hoje, 15 anos depois, eu consigo enxergar isso tudo enfileirado, como numa linha do tempo, me explicando porque eu não consigo viver sem ela. Me mostrando que cada foto mongol, brincadeira, caminhada até a escola, jogos de futebol/handbol/vôlei/queimada que me deixam orgulhosa na arquibancada, discussões pelo computador, favores pedidos, coisas emprestadas, passeios só nós duas, conversas, ‘batalhas’ com e contra, musicas e amigos divididos me fizeram feliz e me deram a certeza de que são só os primeiros 15 anos que ela está comigo. Por isso eu quero que sempre haja um álbum só seu, ou uma foto minha no mural ou até um vidro de perfume quase vazio, para não nos deixar esquecer nunca do que ela nos diz desde pequenas; “vocês não devem brigar, porque, se um dia, todos forem embora, vocês ainda terão uma à outra”, e você sempre vai me ter, mesmo que você não cumpra o nosso trato e continue crescendo.
Sleep in our eyes
her and me at the breakfast table
barely awake
I let precious time go by
then when she's gone
there's that odd melancholy feeling
and a a sense of guilt I can't deny
what happened to the wonderful adventures?
the places I had planned for us to go?
well some of that we did
but most we didn't
and why I just don't know
Slipping through my fingers all the time
I try to capture every minute
the feeling in it
slipping through my fingers all the time
do I really see what's in her mind?
each time I think I'm close to knowing
she keeps on growing
slipping through my fingers all the time
Sometimes I wish that I could freeze the picture
and save it from the funny tricks of time
slipping through my fingers
não se esqueça que a gente para nos 30 tá?
Te amo dentro da eternidade e a cada instante. Parabéns.
12 outubro 2008
do dia em diante
Quanto tempo faz afinal? uns 5 minutos? talvez dois dias.. 9 meses? 3 anos? algum tempo sem olhar pela janela. estranho sim para quem já sabia da fixação dele por janelas. mas ele mal ficava em casa. desde que ele se mudou para o apartamento novo, grande, pé direito alto, 3 quartos, uma suite, seu sofá de couro legitimo e sua tv de plasma, quase intocados. onde andava ele então? se perguntassem isso a ele, ele não saberia responder. não fazia a menor idéia de por onde esteve todo esse tempo, mas o narrador onisciente sempre sabe. ele acordava as 5h30, tomava banho, fazia a barba, descia para comprar pão, que comia com requeijão e café, e saia as 7h para o escritório, fazia um caminho sem muito trânsito para chegar ao escritório as 7h30. almoçava no restaurante por quilo duas quadras ao lado, ao meio dia e meio e matava o tempo até as 14h para voltar ao seu trabalho massante e sair as 21h. o que se podia fazer, ele era o chefe e não ia embora enquato não estivesse tudo no seu devido lugar; papéis, formulários, numeros de telefones, processos. e ele chegava em seu apartamento sem nem reparar nas coisas bonitas e caras que ele escolheu a dedo um tempo atrás para ser feliz. e estava tudo lá. a vista, as cores, as janelas. todas lá, só não acumulavam poeira porque ele paga uma diarista. chegamos agora ao ponto principal: a diarista. mulher de uns 43 anos, solteira e mãe de um menino de 22 anos. mora longe e trabalha de diarista em mais uma casa além dessa, já que essa nunca tem nada fora do lugar nem muito o que fazer. nesse dia, no entanto, ela, tão milimetricamente chata com a limpeza, tinha uma consulta no hospital publico que estava agendada a quase dois anos e não foi trabalhar na outra casa. saiu correndo apara pegar dois onibus para chegar a tempo e, por uma ironia, talvez do destino, talves não, esqueceu a janela da sala aberta. aberta, escancarada, gritando, olhando, chamando por ele quando ele chegou, 22h, em casa. foi a primeira e unica coisa que ele viu e que ele se lembrava: a cidade, vista do 11º andar, toda iluminada. colorida. acesa. postes, farois, carros, janelas de casas, de predios. a cidade como ele achava que nunca tinha visto, mas eu sei que já. desse dia em diante, ele parou de trabalhar nos finais de semana, e passou a chegar em casa as 8. desse dia em diante ele passou a olhar a noite pela janela do seu apartamento que ficou sempre aberta. desse dia em diante até alguém aparecer para fecha-lá de novo. mas não se preocupem; a diarista tem agora um plano de saúde e tem consultas mais frequentemente.
08 outubro 2008
qualquer coisa menos essa
tudo que eu mais queria aquela hora era chorar você para fora de mim. mas chorar com tanta força para não sobrar nem uma gotinha de você lá dentro. nenhuma. porque, por algum motivo idiota, acho que amor, eu pensei que, enquanto você estivesse ali, eu não iria conseguir estar em nenhum lugar que não dentro de mim mesma, procurando por você. procurando os resquicios de que, talvez, por algum outro motivo também idiota, eu não tivesse sido o motivo de tudo isso. talvez eu não tivesse sido a louca e a insuportavel de se conviver. e eu queria chorar essa e as outras dúvidas de dentro de mim, só para saber se todas essas lágrimas conseguiam lavar essa pessoa que eu não sou de cima da minha dor e do meu medo. lavar essa cara que não é minha. essa não sou eu. eu choro sim e eu sou fraca e eu realmente amo e tento e tento mais um pouco, se isso for capaz de me privar de uma coisa assim. assim como essa que está acontecendo agora. essa força para não pensar, essa falsa falta de interesse ao falarem seu nome, essa correria para guardar as fotos e os momentos dentro da caixa de all star no canto mais fundo do maleiro fingindo só para mim que ela não me incomoda. essa não sou eu. eu sou aquela que vai continuar sempre querendo que nada disso tivesse acontecido, rezando para você nunca ter mais ninguém, sonhando com o futuro que a gente tinha planejando e chorando todo acordar de sonhos como esse. ahh, essa sim parece mais comigo. a menina deitada no colo da irmã, chorando baixo e respirando alto.
tudo que eu mais quero agora é tudo que eu quis o dia todo. aliás, a semana toda: que você me ligasse, para eu chorar com mais vontade, que você sumisse para eu sofrer em paz, que você falasse que ainda me ama para eu não saber o que fazer com isso. acho que eu não quis nada com nada a semana toda e continuo não querendo nada com nada hoje, a não ser alguma coisa, qualquer coisa, me faça bem como você me fazia. que me tire dessa casca que não é minha como você fazia. que me faça ser feliz como você fazia. alguma coisa grande o bastante, pequena o bastante, nova o bastante, diferente o bastante, suficiente o bastante para substituir a dor que vai das minhas orelhas até a minha pintinha no dedão do pé. qualquer coisa. qualquer coisa que não seja amor denovo.
tudo que eu mais quero agora é tudo que eu quis o dia todo. aliás, a semana toda: que você me ligasse, para eu chorar com mais vontade, que você sumisse para eu sofrer em paz, que você falasse que ainda me ama para eu não saber o que fazer com isso. acho que eu não quis nada com nada a semana toda e continuo não querendo nada com nada hoje, a não ser alguma coisa, qualquer coisa, me faça bem como você me fazia. que me tire dessa casca que não é minha como você fazia. que me faça ser feliz como você fazia. alguma coisa grande o bastante, pequena o bastante, nova o bastante, diferente o bastante, suficiente o bastante para substituir a dor que vai das minhas orelhas até a minha pintinha no dedão do pé. qualquer coisa. qualquer coisa que não seja amor denovo.
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