Modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais. O interesse na teoria das cordas é dirigido pela grande esperança de que ela possa vir a ser uma teoria de tudo.
19 setembro 2007
vinte metros quadrados
Putz, ele ainda existe! E, o que é mais fantástico: ele entra aqui (ou entrou, tanto faz). E tem todas aquelas horas que a gente espera uma pessoa pra dar a mão pra gente e nos tirar desse buraco de dia-a-dia em que a gente se mete. Mal sabia eu que era ele quem eu estava esperando. Será que ele sabia? Por incrível que pareça, tem horas que eu escrevo pensando nele sem saber. E ele é tão presente que me assusta que eu não tenha visto antes. Mas ele viu. Pior que eu escrever sobre ele sem nem perceber, é ele perceber, me avisar quase que por mensagem subliminar e eu entender. E agora que eu li, é tudo tão você. É tão cuspido que me aperta o peito, me torce o coração, e dá aquela saudade da sua amizade, companhia. Vontade de contar pra você que eu não deixo de pensar nenhum minuto. Que eu nunca esqueço da musica, nem da promessa de me ensinar violão, nem de ter tido a mais extrema falta de sorte de ter ido até ai e não ter te encontrado. Não esqueço nunca. Não sei de você mais do que alguma letra de reggae ou algum comentário surpresa que na verdade sempre disseram muito: eu sei lê-los. Não te vejo mais que dois dias por ano/média, e é o suficiente pra eu entrar no carro pensando: cara! é muito pouco tempo! E hoje? Hoje você foi quem fez chover, sabia? Primeira chuva desde que eu voltei daí. Me diz se tem lógica? Não precisa ter: essa amizade nunca precisou de lógica, você sabe. Você sempre esteve por ai. Só não sei por onde eu andei.
15 setembro 2007
Máquina sóbria
Um dia eu acordei e dei de cara com esse mundo ao qual fui mandada. Não pedi nada de mais, aposto que ninguém pediu também, só viver. Acontece que eu não vivo mais, ninguém vive mais. Que espécie de vida é essa em que o sistema não vê a relação humana como necessária, que quem deveria cuidar dos nossos direitos, pega o nosso dinheiro sem pedir? Hoje não se vive mais: acorda-se, liga-se o piloto automático e segue a vida como ela vier para ser seguida. Me diz que tipo de pessoa está viva e não se indigna com o desamor tão gritante no mundo? Quem está vivo e não se indigna com a remissão da parte política mais podre deste país? Que tipo de pessoa existe e fica parada, assistindo na televisão, sua dignidade, sua força ir esgoto abaixo? E, ainda assim, olha-se em volta e só se vê carros-máquinas, dirigidos por pessoas-máquinas, com pensamentos mecanizados e braços mecânicos, que funcionam à beneficio próprio! Não se faz mais amigos, se faz colegas, não se ama mais, se tem dó! Dó? Dó é o sentimento mais baixo e repugnante, e ainda assim, as pessoas ajudam as pessoas por dó. Por que ninguém mais enxerga no outro ser, uma vida igual à sua? Não tem 'o que' pra fazer alguém pensar que é mais importante que uma árvore, que um animal, que o ar que a gente respira e a água que a gente bebe. Então que porra de manual disse que a economia pode sim vir antes da manutenção da vida? Que ser humano é grande o suficiente pra dizer quem morre e quem vive? Passageira ou não, é a pior fase de que já se ouviu falar. É o pior ar o qual já se respirou, é a pior água, é a pior alienação. Pior que qualquer censura, pois esta já impediu de saber a verdade, mas, e agora, que a verdade está dançando de verde e amarelo na cara dos tais 41, 35, 6 e do resto do Brasil? É simples e completamente incoerente um país que um dia lutou tanto, hoje tão acomodado, que o sofá já tem até o seu formato. Se alguém me perguntar 'e ai?', o que eu vou dizer? Vou dizer, senta ai, pede uma cerveja e fica de boa. O que se pode dizer? Como já disse aquela futura grande escritora e presente grande pessoa: não se faz revolução sozinho. Apesar de tudo, não me sai da cabeça que "não sois máquina! Homens é o que sois!"
*última frase por charles chaplin.
*última frase por charles chaplin.
12 setembro 2007
Conto de fez de conta
Faz de conta que seu eu olhar pela janela agora, eu vou enxergar todas as estrelas que eu vejo quando eu fecho os olhos. Finge que se eu abrir o armário agora, ele vai estar arrumado e aquela foto vai estar inteira. faz de conta que tudo que eu ouço todo dia não entra por um ouvido e sai pelo outro. Que uma dia eu vou abrir a porta e você vai estar aqui, dormindo. Finge. Só um pouquinho. Só por um momento, pense que amanhã é feriado, que depois de amanha é carnaval, que depois de depois de amanhã é dia de chuva. Finge comigo que nada mudou: que a gente ainda entra em playground, que a gente ainda tem tempo livre. Faz de conta que eu não ligo, que o mundo não tá morrendo, que a mpb não é tão popular assim. Lets pretend that we can play mary-go-round. Que eu vo na mudança dentro da caixa, que você se atreveu a me dizer o que você queria. Posso fingir só um pouquinho que o vento está batendo no meu rosto? Porque, afinal, ele está, só não sinto porque não sei em qual deles. Vamos fazer de conta que eu encarnei no lugar certo, que meu pé cabe naquele sapato 37, que um balde de água vai resolver meus problemas respiratórios. Tá certo, pode fazer de conta que não sabe de nada, que caju é doce, que na próxima melhora, que eu vou fingir que não tem mistério nenhum, que eu li o jornal, que eu estava dormindo a hora que você chegou. Faça de conta que você falou sobriamente e eu faço de conta que eu gostei do café. Deixa todo o mundo fingir solidariedade, e pense só no seu umbigo. Eu tô pensando só no meu, não é? Faz de conta que o céu tá azul e que o mar tá gelado. Eu faço de conta. Faço de conta porque não sei fazer de cabeça. Não sei pôr na cabeça que o tempo é relativo, e só. Mas sei pensar que se é verdade essa relatividade, eu posso passear por ele. Ninguém mais quer pensar assim? Faz de conta que vai fechar os olhos e acordar à quilômetros da sua mente. Finge que não tem com que se preocupar, que a vida tá te vivendo, não te batendo, atropelando. Finge vai? Diz que normalidade e felicidade existem juntas, que beijo de mãe cura câncer, que tudo que se escreve é verdade, que banho lava a alma. Faz de conta que meu sapato é de vidro, que meu tapete voa, meus lobos não existem. Faz de conta que é verdade.
09 setembro 2007
Quererendo
sabe o que eu quero?
quero um muro de papéisinhos com textos e frases bonitas.
quero um pedaço de floresta no meu quintal.
um abraço apertado e cheirando à pó de arroz.
quero não querer salvar o mundo, mas querer salvar meu português errôneo.
quero que ela goste de mim, fale comigo.
quero acreditar no que eu digo e quero um cofre de porquinho.
quero também uma propaganda de tv, uma conversa boa.
se alguém insistir, também diria que eu quero compor.
andar descalça e não ter que carregar bolsa.
conhecer o hawai e lamber meu cotovelo.
jogar tênis, te contar a verdade, estudar menos, ter um lugar pra colocar todas as fotos, comer aquele prato de brigadeiro, ligar pra ele só pra perguntar se ele está bravo.
quero pegar o avião com você e continuar rindo à caminho do céu.
quero que alguém me ache legal, que alguém me faça uma visita, que alguém me chame pra um lugar novo.
bater palmas, fazer balé, uma piscina, pão com nutella e leite condensado no sabado a noite (e a sua companhia, é claro).
quero um banho de loja. reconhecimento. comprar um coelho.
quero um diário de viagem, um quarto indiano, comer marshmellow com chocolate branco, entrar pra faculdade, dançar, saber rimar, minha irmã, sair em cima do trio, férias.
quero um nome bonito, uma brisa, uma estrada em que se vai à pé, um livro bom, tempo ocioso, clima, folhas coloridas, banda de volta, filme de graça.
Sabe o que eu quero? Não?
Ainda bem, porque se você soubesse talvez eu não quisesse mais.
quero um muro de papéisinhos com textos e frases bonitas.
quero um pedaço de floresta no meu quintal.
um abraço apertado e cheirando à pó de arroz.
quero não querer salvar o mundo, mas querer salvar meu português errôneo.
quero que ela goste de mim, fale comigo.
quero acreditar no que eu digo e quero um cofre de porquinho.
quero também uma propaganda de tv, uma conversa boa.
se alguém insistir, também diria que eu quero compor.
andar descalça e não ter que carregar bolsa.
conhecer o hawai e lamber meu cotovelo.
jogar tênis, te contar a verdade, estudar menos, ter um lugar pra colocar todas as fotos, comer aquele prato de brigadeiro, ligar pra ele só pra perguntar se ele está bravo.
quero pegar o avião com você e continuar rindo à caminho do céu.
quero que alguém me ache legal, que alguém me faça uma visita, que alguém me chame pra um lugar novo.
bater palmas, fazer balé, uma piscina, pão com nutella e leite condensado no sabado a noite (e a sua companhia, é claro).
quero um banho de loja. reconhecimento. comprar um coelho.
quero um diário de viagem, um quarto indiano, comer marshmellow com chocolate branco, entrar pra faculdade, dançar, saber rimar, minha irmã, sair em cima do trio, férias.
quero um nome bonito, uma brisa, uma estrada em que se vai à pé, um livro bom, tempo ocioso, clima, folhas coloridas, banda de volta, filme de graça.
Sabe o que eu quero? Não?
Ainda bem, porque se você soubesse talvez eu não quisesse mais.
08 setembro 2007
Um banquinho, nenhum violão.
Eu não sei mais de violão. Tem hora que faz falta nenhuma, tem hora que faz todas elas. E ele não me escuta, ele não sabe de mim. Eu sei dele de vez enquando. Mas que diferença tem, se eu não sei mais pegar, girar, olhar e entender o que esse violão tá fazendo ali. E era pra ser bem maior. Era pra ser algo grande. Mas eu cansei de tanto pleonasmo e falta de inestima e de ele tocar-se sozinho, sem precisar nem remotamente das minhas mãos. E está dançando o quanto é triste pra mim. Por que um violão ia entristecer? Por que um violão ia dançar? Porém, pôr em evidência agora, não. A hora não permite se permitir palavras e passeios. O agora não permite pensar como iria ser se ele precisasse de mim. Se ele pelo menos me quisesse por perto pra ouvir ele tocar. Eu sei que violões sentem, mas esse sente estranho. Esse eu queria não querer entender o que ele quer. Esse só sabe falar com meias letras e proparoxítonas e meias, e indecisões inteiras e completamente subjetivas. E as minhas mãos suadas com pulsos finos entendem cada vez menos o que fazer nessas situações. Poxa, parecia tão bonito! Tocar violão é tão bonito. Mas sem a prática, sem o tempo, ele machucou meus dedos susceptíveis à ilusões, aos machucados, mais uma vez. É isso que o faz inconfiável. Ele sempre soube o quão fracos eram os meus dedos. São. E ainda assim, ninguém nunca encherga. Ninguém nunca olha quando alguém toca violão. Você só fecha os olhos e ouve. Ouve e só abre quando para-se de tocar. E é tão rápido que se vai e fecha a porta quem tocava e fica-se bêbado de música, de epifanias. De coisas secas e sem ritmo nenhum. Ele me deixou assim. Por isso que eu não quero mais saber de violão. Não prefiro não saber. Prefiro olhar para as mãos e conseguir enxerga-lás. Prefiro, do que tentar acha-lás por entre o prato de sangue e cortes e dores. Por isso vai seu violão. Vai e encosta a porta, por favor. Mas vá e me deixa de olhos fechados, porque abrir e ver só o banquinho, sem violão eu não quero. Não me ligue, não me escreva, não me esqueça. Mas pode ficar tranquilo; um dia eu (des)aprendo a tocar.
06 setembro 2007
Uma nota só
Meu ouvido tava doendo tanto. Não era nenhuma bactéria, não era água. Era aquela musica irritantemente na moda, que eu tanto odeio. Eu sempre volto pra ele. É como se ele soubesse disso. Ele quase deve pensar, hora ou outra ela vai vir, deixa eu ficar bem aqui esperando, porque ela é fraca, não vai aguentar por muito tempo. E eu volto sempre. E eu uso ele. Abuso. Piso em cima e digo que amo e que não vivo sem, mas ele sabe que é mentira. Ainda assim, ele continua ali. Bem ali, dizendo o quanto sente minha falta e o quanto eu demoro pra procurá-lo. Faz tanto tempo já. E foi quase ontem que eu percebi. Percebi o quanto ele me embala e me leva embora e me mata de cíumes quando eu sei que não é de mim que ele tá falando. E eu sei que nunca é. Mas ele sempre tá ali. é só eu girar a página umas 11 vezes. É só eu sorrir todas as vezes. É só eu fechar os olhos. Ele vem de novo. Vem comigo da escola, vai comigo pra casa. Que bobagem é essa, a gente nem combina. Ou combina demais. E ele me faz dançar, sambar sobre tudo que eu penso que é real, fica tudo ali, pisoteado. Só o rádio ligado e a música no último e a voz completamente desafinada dele no meu ouvido, de dizendo pra não dizer o que eu não digo. E eu digo. Digo que é verdade tudo que ele disser, porque é. Sempre é.
01 setembro 2007
Entrevista
- Fale mais de você?
- Eu? Jogo golf, só uso terno, coleciono selos, carros-esporte e mulheres exóticas. À mesa sou temido pelos melhores cozinheiros devido ao meu olfato canino. Pratico o Jiu Jitsu com luvas pois detesto o suor alheio. Sou dono de uma Igreja Evangélica: Jesus é o caminho e eu sou o pedágio. Possuo uma fábrica de salgadinhos kosher com mais de quinhentos rabinos aprovando cada 'snack' na linha de produção. Faço de tudo para ser um homem santo, pois no paraíso de Alah serei recompensado com setenta virgens e um orgasmo de quatrocentos anos. Tenho apenas nove dedos nas mãos pois perco uma falange a cada ato de deslealdade cometido na máfia japonesa, da qual faço parte. Meu único medo na vida é não ascender nenhum grau na maçonaria por não acreditar no 'mistério'. Tenho doze filhos: apesar de um deles ser anão, outro japonês, e mais dois negros, amo todos como se fossem legítimos filhos meus e de minha esposa fiel. Ofereço casa, comida e roupa lavada a mulheres fogosas e homens submissos que quiserem fazer parte de minha corte - festejamos trinta e sete vezes por mês, de acordo com a contagem e consenso de meu mestre druida celta e o guru indiano agregado. Tudo funciona bem, até alguém perder um olho.
(autor desconhecido)
- Eu? Jogo golf, só uso terno, coleciono selos, carros-esporte e mulheres exóticas. À mesa sou temido pelos melhores cozinheiros devido ao meu olfato canino. Pratico o Jiu Jitsu com luvas pois detesto o suor alheio. Sou dono de uma Igreja Evangélica: Jesus é o caminho e eu sou o pedágio. Possuo uma fábrica de salgadinhos kosher com mais de quinhentos rabinos aprovando cada 'snack' na linha de produção. Faço de tudo para ser um homem santo, pois no paraíso de Alah serei recompensado com setenta virgens e um orgasmo de quatrocentos anos. Tenho apenas nove dedos nas mãos pois perco uma falange a cada ato de deslealdade cometido na máfia japonesa, da qual faço parte. Meu único medo na vida é não ascender nenhum grau na maçonaria por não acreditar no 'mistério'. Tenho doze filhos: apesar de um deles ser anão, outro japonês, e mais dois negros, amo todos como se fossem legítimos filhos meus e de minha esposa fiel. Ofereço casa, comida e roupa lavada a mulheres fogosas e homens submissos que quiserem fazer parte de minha corte - festejamos trinta e sete vezes por mês, de acordo com a contagem e consenso de meu mestre druida celta e o guru indiano agregado. Tudo funciona bem, até alguém perder um olho.
(autor desconhecido)
26 agosto 2007
O vestido
Para falar a verdade, ninguém percebeu que ela estava fugindo. Ela andou por todo aquele verde sem olhar para frente, sem achar ninguém. Sem ninguém acha-lá. E ela sabia o que ia fazer; ia mesmo fugir e sentar lá e esquecer o quanto tinha gritado e chorado por causa disso, mas as pessoas que passavam por ela achavam que ela ia só tomar mais um sorvete. E é lógico que ela avisou onde ia. De que iria adiantar falar? De novo, você não iria escutar, mas a culpa não era sua. Então ela teve que escrever. E ela foi mesmo. E sentou lá e esperou a pessoa que iria tira-lá daquela sombra opaca de árvore e daquele transe de pessoa bêbada de remédios, mas ninguém veio. E ela pediu por amigos e eles não vieram. Ficou só o peso da falta de confiança. O que tinha acontecido ali? Que tipo de furacão tinha levado a porcaria do sentimendo de 'eu sempre estarei aqui pra você' desse dia? Ela precisava de uma soda. E ai você veio. E veio mesmo, inteira. Pôs a mão no ombro dela e a assustou. O que você estava fazendo ali, cara? Por que você foi? O bilhete não era um convite, era um aviso. Mas mais uma vez, com toda percepção que você sempre vai ter, você precisava fugir junto com ela. E ela amou mais uma vez com aquela força que até dói. Você sentou do lado dela enquanto ela estava de cara feia, e chorou com ela enquanto ela estava brava. E fez desfazer todos os nós nas gargantas, todos os coágulos da cabeça, todas as poeiras do pulmão. E foi ai que ela respirou. Como se você andasse por ai carregando uma árvorezinha com um florzinha vermelha que faz todo o resto parecer preto e branco. Você devia comprar um vestido. Bem bonito e comprido e rodado, ela pensou. E devia ser feliz; mais feliz do que qualquer um nessa Terra já foi. E ai ela ficou com mais raiva ainda! Era ela quem te fazia assim? Como é que ela não conseguia comprar um vestido para você e ainda falar tudo o que falou? E você apareceu com aquela havaianas preta nova e óculos quadrado e falou de você e finalmente a fez fugir para onde ela estava tentando. Para o seu mundo. Para você. Não precisava dizer mais nada, ela sempre soube. Soube que poderia deitar no seu colo e que poderia pedir o que fosse que você faria, faz, vai fazer sempre. Ela tentou se desculpar. Sem pensar, ela quis achar que podia ser para você o que você era para ela. Não é uma coisa possível. Ela sempre será mais para você do que você é para ela, e apesar de ela não saber porquê, ela entendeu naquela hora. Se tem alguém que ela queria que vivesse para sempre.. E se tem alguém no mundo que merece aquela arvorezinha com aquela florzinha ou qualquer perdão ou todas as alegrias, bom, ela já sabia quem era. E ela levantou e descobriu uma coisa: ela iria comprar um vestido para você. Ela queria te ver usando o vestido.
22 agosto 2007
Só ái.
Me descubro cada vez mais, a noite, porque sempre tem alguma idéia pra puxar as minha cobertas. E passo cada vez mais frio. Porque é frio longe de você. Só que não posso mais te falar isso: não faz mas sentido. Parece que agora nada mais faz. Eu te deixo com cansaço e te encontro com o sorriso, que me faz tão inteira. Já você, me deixa com ressentimento e me modela quando me encontra de novo. Já percebeu? Ao teu lado, sou moldada a partir de ti. E eu sinto um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o meu coração, acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais, quando a gente ri. E sempre tem pessoas passando e olhando e sentindo, do mesmo jeito que eu passo e olho e sinto que te quero perto de mim, quando vejo alguém com uma sombra de sorriso dançando em volta da boca. E dá vontade de pedir pra Deus, pro Papa, pra sua mãe, pra minha... pra você. Será que você deixa você ficar comigo pra sempre? Será que eu posso te ligar? E ai eu me lembro que sempre é tão vago. Que se eu ligar, tem que ser por alguma coisa importante. Tem coisa mais importante do que te dizer que quero você do meu lado pra sempre? Tem. Talvez se eu já não tivesse dito antes, se eu não tivesse sonhado antes. Talvez se você também quisesse, mas como é que vou saber? É nessa hora que o aleatório do itunes toca uma daquelas músicas você me deu, quase como se fosse mesmo pra mim,e meu coraçãozinho idiota aperta, lembrando que você gostaria de se ler nos meus textos, e eu penso se você iria gostar de ler este aqui. Se este aqui vai ter um final feliz também. Aquela hora, eu só queria que você me dissesse que me quer; com todas as minhas vírgulas. E eu diria que te quero; como meu ponto final.
20 agosto 2007
Jardim de Academus
Palavras carcomidas graças às traças.
Minhas caras baratas estão fartas de metáforas.
Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães
Minhas caras baratas estão fartas de metáforas.
Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães
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